A cada uma hora, cerca de dois casos de violência contra mulher são registrados na Grande Belém. De acordo com a Polícia Civil, no último ano, foram mais de 14 mil relatos de agressão apenas na região metropolitana. Em todo o estado, no mesmo período, foram mais de 19 mil ocorrências, um aumento de 14% em relação a 2017. Os casos de feminicídio cresceram 20%. O Monitor da Violência, projeto de monitoramento de dados de crimes desenvolvido pelo G1 em todo o Brasil, o Pará é o 7º estado com mais mulheres vítimas de homicídios e 8º em número de feminicídios.

Apesar de o Pará contar com 17 delegacias especializadas, vítimas relatam a falta de acolhimento no momento das denúncias, o que propicia os sub registros desse tipo de agressão.

Números da violência

Dados do Pará revelam que a violência atinge mulheres de todas as classes sociais e níveis de escolaridade. A maioria das denúncias são de ameaças e de lesão corporal leve. De acordo com a delegada Priscila Morgado, diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, a maioria das mulheres já busca a delegacia solicitando medida protetiva para afastar o agressor.

Segundo o Monitor da Violência, projeto desenvolvido pelo G1 em todo o país, o Pará é o oitavo estado do país mais violento para as mulheres. Foram registrados 58 feminicídios em 2018; além de 253 assassinatos cujas vítimas foram mulheres. No período, no total, 311 foram mortas.

De acordo com a Segup, foram 59 feminicídios em 2018, número 20% maior do que o registrado em 2017. Apesar do aumento alarmante de vítimas fatais, a delegada ainda afirma que, “levando em consideração o número de ocorrências que nós recebemos, os casos de feminicídio são poucos”.

Fragilidades da lei

A lei Maria da Penha, promulgada há 13 anos, é considerada o marco legal de enfrentamento à violência contra a mulher. Em 2015, a lei do feminicídio, que considera crimes cometidos motivados por questões de gênero, também reforça os instrumentos legais de proteção à mulher.

(Com informações do G1PA)

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