Hydro diz ter feito liberação ‘controlada’ de fluidos sem autorização

Além de admitir a liberação das substancias, a empresa afirma ter avisado governo do Pará

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A refinaria de alumina Hydro admitiu nesta segunda-feira (12) ter feito uma série de despejos do que a empresa chama de “águas retidas” no rio Pará por meio do Canal Velho, em Barcarena, nordeste do Pará. Ainda segundo a empresa, após a “liberação controlada” dos fluidos, as autoridades do Pará foram informadas sobre a situação. Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informou que o uso do canal de despejo foi feito de forma “ilegal” pela Hydro, que foi notificada.

No dia 17 de fevereiro, fotos feitas no município mostraram uma alteração na cor da água do rio, após forte chuva. Um laudo do Instituto Evandro Chagas confirmou que a região estava contaminada por bauxita, chumbo e soda cáustica.

Segundo a Semas, a Hydro pediu a anuência do órgão ambiental para o descarte de águas de chuva pelo Canal Velho. Em resposta, “a Semas emitiu uma notificação à empresa solicitando a caracterização físico-química das águas de chuva, a fim de verificar sua qualidade e emitir posicionamento sobre o solicitado”.

As autoridades da Hydro no Brasil negam o acidente ambiental. Na mais recente nota à imprensa, a Hydro Alunorte informou que “não possui indícios de vazamento ou transbordo das áreas de depósito de resíduo de bauxita”. No entanto, confirma que, para liberar o excesso de água de chuva da área da fábrica, “a Alunorte liberou as águas pluviais através do canal de água Canal Velho. Não há indícios de impacto ambiental negativo causado pela liberação”.

Fonte: G1 Pará

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