Em Barcarena líderes comunitários estariam sendo ameaçados de morte

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Moradores protestam contra Hydro e continuam acampados na Sede da empresa (Foto de Maycon Nunes)

O advogado Ismael Moraes, que representa a Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama) afirma que após as denúncias contra a Hydro Alunorte, as lideranças comunitárias estão sendo ameaçadas de morte. Ele também diz que as ameaças também já ocorriam antes do crime ambiental, com vazamento na barragem da mineradora, no dia 17 de fevereiro. Antes, dia 1º do mesmo mês, ele protocolou uma representação criminal na Promotoria de Justiça Militar do Pará sobre o caso de Bosco Oliveira Martins Júnior, um dos diretores da Cainquiama, que estaria na lista de ameaçados desde o ano passado.

Segundo Ismael, em dezembro de 2017 a Polícia Militar teria invadido a casa de Maria do Socorro da Silva, 53 anos, presidente da Cainquiama, sem mandado, à procura de Bosco. “Temos a ideia de que iriam sequestrá-lo e matá-lo”, diz o advogado, que pediu garantia de vida à Secretaria de Segurança Pública (Segup) no dia 1º de fevereiro, mas recebeu resposta negativa do então secretário Jeannot Jansen.

Bosco Júnior se sente preso na própria casa e na cidade natal. “Sinto receio de morrer a qualquer hora. Fizemos denúncia desde ano passado contra a Hydro e recebo ameaças de morte. A gente não acredita mais no Estado para fazer a nossa proteção. Eu só quero ter a minha liberdade e que as autoridades tomem providência”, comenta Bosco. Ismael Moraes informou que, nesta próxima semana, a Cainquiama vai ajuizar ação contra a Hydro para obrigar na justiça que sejam feitas exames de saúde em todas as pessoas para saber o resultado com urgência.

Fonte: DOL

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